O asilo “Lar Esperança” foi fundado no ano de 1989 pelo médium Francisco do Espírito Santo Neto, apoiado por inúmeros amigos. Sensibilizados diante dos constantes maus tratos praticados contra idosos, o jovem grupo de amigos sentiu a necessidade de intervir de alguma forma no problema.
Após constatar os bons resultados do trabalho realizado com a Creche Boa Nova, não tardou muito e, alguns anos depois, estava pronto o “Lar Esperança”.
Estruturado em um prédio de 700 m2 de área construída, o Lar atende em regime de internato e conta atualmente com 15 senhoras, que dispõem de 3 funcionárias revezando-se para atendê-las em tempo integral, além de 2 pessoas que colaboram no trabalho da limpeza.
Tendo as suas instalações totalmente adaptadas para o melhor atendimento às senhoras, o Lar oferece ainda: tratamento médico e dentário; roupas; alimentos; cabeleireiro; etc.. Tudo isso acompanhado pelas assistentes sociais que amorosamente monitoram o Lar e também a Creche Boa Nova.
Nos fins de semana, as senhoras do Lar recebem a visita de um trabalhador voluntário da Sociedade Espírita Boa Nova, encarregado pelo almoço do domingo, segundo a escala de revezamento. Esse trabalho possibilita uma maior aproximação e integração dos freqüentadores do Centro junto às atividades assistenciais desenvolvidas pela Instituição, e, principalmente, ameniza um pouquinho a carência de afeto e carinho sentidos pelas senhoras, especialmente aquelas completamente abandonada pelos familiares.
No seu cotidiano, as senhoras têm liberdade para o exercício de suas crenças religiosas, sejam espíritas ou não.
Para a manutenção das atividades do “Lar Esperança”, é indispensável o apoio das doações, da Prefeitura Municipal de Catanduva, e também do repasse de recursos feito pela Editora e Distribuidora de Livros Espíritas Boa Nova, dentre eles os recursos auferidos na venda dos livros do médium e presidente da Instituição, Francisco do Espírito Santo Neto, que doa integramente os direitos autorais de suas obras para a manutenção das atividades sociais e assistenciais da Sociedade Espírita Boa Nova.
Em muitas culturas e civilizações, a velhice é vista com respeito e veneração: representa a experiência, o valioso saber acumulado ao longo dos anos, a prudência e a reflexão. No Brasil, porém, o exagerado descaso dos Poderes Públicos ganha proporções inaceitáveis, resultando num absoluto desrespeito com aqueles que invariavelmente dedicaram suas vidas na busca de uma sociedade mais participativa e solidária.
Além das limitações físicas e biológicas, há um conjunto de situações que afligem os idosos e amargam o seu cotidiano. A consciência da aproximação do fim da vida; a suspensão da atividade profissional por aposentadoria e a conseqüente sensação de inutilidade; a solidão e o afastamento de pessoas de outras faixas etárias, cada vez mais freqüentes devido à desagregação familiar; a situação econômica precária, em decorrência da progressiva redução de renda a que está exposto o aposentado; e, não raro, o completo abandono de seus familiares, que os vêem muitas vezes como fardos. O somatório de todos esses problemas - psicológicos, sociais, econômicos e políticos - transforma o idoso em um ser infeliz.
Diante desse cenário, bem como do imenso contingente de idosos que, segundo estimativas, no ano de 2015 atingirá cerca de 35 milhões, a Sociedade Espírita Boa Nova reconhece as suas limitações e sabe que a solução definitiva está longe de alcançar um fim. Mas, ainda sim, através de iniciativas como o “Lar Esperança”, ela busca contribuir para amenizar as desigualdades sociais, sempre acreditando nos valores Cristãos que constituem as bases de suas realizações, e alicerçada, sobretudo, nos princípios que norteiam a Doutrina Espírita.
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